Última rodada do Brasileirão antes da Copa teve ação contra exploração do trabalho infantil

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Parceria entre Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ministério Público do Trabalho e outras entidades marcou da campanha “Cartão Vermelho ao trabalho infantil"

Os jogos da última rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol antes da paralisação para a Copa do Mundo foram marcados por uma ação importante para a campanha de combate à exploração de crianças e adolescentes Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil. Antes dos jogos e durante o intervalo das partidas, os painéis de publicidade ao redor do campo e os telões dos estádios apresentaram peças da iniciativa, criada para conscientizar instituições e a sociedade para o combate ao trabalho infantil, prática que compromete direitos, oportunidades, o presente e o futuro de milhões de crianças e adolescentes no Brasil e no mundo.

A ação foi realizada em 10 jogos da rodada do fim de semana, sediados nas cidades de Rio de Janeiro, São Paulo, Santos, Bragança Paulista, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Belém e Curitiba. Em Porto Alegre, o cenário foi a Arena do Grêmio, na partida do tricolor contra o Corinthians, usando o símbolo do catavento que é tradicional da campanha. A iniciativa é uma correalização do Governo Federal, por meio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), da Justiça do Trabalho, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção a Adolescentes no Trabalho (FNPETI). O conteúdo gráfico da campanha está disponível para download neste link. Entidades públicas e privadas, organizações da sociedade civil e cidadãos e cidadãs podem baixar as peças e aderir à campanha

Trabalho infantil no Brasil

A campanha é realizada no mês do Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado no dia 12 de junho. Os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Brasil tinha 1,65 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil em 2024. Desse total, 560 mil estavam em atividades que figuram entre as piores formas de trabalho infantil. Previstas na chamada Lista TIP, elas incluem atividades com maior potencial de dano, como situações perigosas e degradantes, como por exemplo a exploração sexual e trabalhos em condições insalubres, como nas ruas ou em lixões.

O trabalho infantil impacta diretamente o direito à educação. Segundo o IBGE, entre crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil, 88,8% eram estudantes, frente a 97,5% na população total da mesma faixa etária. A maior diferença aparece entre adolescentes: de 16 e 17 anos, a frequência escolar cai de 90,5% (população total) para 81,8% entre aqueles em situação de trabalho infantil.

Texto e fotos: Carlos André Moreira (reg. prof. MT/RS 8553)
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