MPT participa de mediação que busca garantir condições seguras de trabalho em casas de passagem de Caxias do Sul

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Ficaram garantidas estabilidade temporária de trabalhadores de unidade fechada após morte de educador social; FAS deve apresentar proposta de reorganização de serviços

 

Mediação realizada no Foro Trabalhista de Caxias do Sul
Mediação realizada no Foro Trabalhista de Caxias do Sul

O Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul (MPT-RS) participou, na quarta-feira (12/11), de mediação conduzida pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RS) no Foro Trabalhista de Caxias do Sul onde foram definidos encaminhamentos sobre a situação das casas de passagem do município e sobre as condições de trabalho dos profissionais vinculados às entidades que integram a rede socioassistencial local. Pelo MPT participou a procuradora regional do Trabalho Maria Cristina Sanchez Gomes Ferreira.

A mediação foi motivada por pedido do Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional do Município de Caxias do Sul (SENALBA), que buscou discutir medidas de segurança e proteção aos trabalhadores após morte de educador social durante o trabalho na Casa de Passagem Carlos Miguel – NÓS (Núcleo de Olhar Solidário).

As casas de passagem são unidades de acolhimento temporário destinadas a pessoas em situação de rua ou vulnerabilidade social. Em Caxias do Sul, esses serviços são executados por entidades parceiras da Fundação de Assistência Social (FAS), como a Associação Mão Amiga.

Durante a audiência, o sindicato solicitou a reabertura da Casa de Passagem Carlos Miguel e o retorno das equipes ao trabalho, com garantia de emprego e melhores condições de segurança. A FAS informou que o município mantém atualmente quatro casas de passagem, incluindo a unidade Carlos Miguel, e que a situação dessa casa está sendo reavaliada.

A FAS, a Associação Mão Amiga e o Município de Caxias do Sul deverão apresentar, no prazo de dez dias, documentos que comprovem o atendimento aos pedidos iniciais do sindicato. A FAS comprometeu-se a manifestar-se, em até 30 dias, sobre a reorganização dos serviços e a viabilidade da reabertura da Casa de Passagem Carlos Miguel. Nesse período, ficou garantida a estabilidade no emprego aos 22 trabalhadores vinculados à unidade.

 

Tags: 2025, Novembro

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