Acordo entre trabalhadores e Hospital de Tramandaí é acertado em mediação com participação do MPT-RS

Os mais de 500 trabalhadores despedidos aceitaram o cronograma de pagamento de verbas rescisórias apresentado 

Mediação foi realizada na sede do TRT-4. Foto: Mateus Rocha, Secom/TRT-4
Mediação foi realizada na sede do TRT-4. Foto: Mateus Rocha, Secom/TRT-4

      O Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul (MPT-RS), pela procuradora Flávia Bornéo Funck, participou da sessão de mediação entre a administração do Hospital de Tramandaí e os trabalhadores da instituição. Na audiência, os representantes sindicais dos mais de 500 trabalhadores despedidos aceitaram o cronograma de pagamento em 18 parcelas das verbas rescisórias apresentado pela Fundação de Saúde de Sapucaia do Sul (Fundação Hospitalar Getúlio Vargas), administradora do estabelecimento.

     A proposta havia sido encaminhada em outra audiência de mediação ocorrida no dia 28 de junho, e foi aprovada em assembleias dos sindicatos representantes dos trabalhadores: Sindifars (Sindicato dos Farmacêuticos), Sergs (Sindicato dos Enfermeiros), Sinttargs (Sindicato dos Técnicos, Tecnólogos e Auxiliares em Radiologia), Simers (Sindicato Médico) e Sindisaúde (Sindicato dos Profissionais de Enfermagem, Técnicos, Duchistas, Massagistas e Empregados em Casas de Saúde). A sessão que sacramentou o acordo e definiu a logística dos pagamentos foi realizada nesta segunda-feira (15), no Tribunal Regional do Trabalho da 4° Região (TRT-4). O ato foi presidido pelo vice-presidente do Tribunal, desembargador Alexandre Corrêa da Cruz.

      O Hospital de Tramandaí é referência para cerca de 75 mil pessoas no Litoral Norte, abrangendo pacientes de de Tramandaí, Imbé, Cidreira e Balneário Pinhal. A Fundação Hospitalar Getúlio Vargas deixou a gestão do estabelecimento em 31 de maio deste ano, com o encerramento do contrato pelo Estado e, em consequência, os 500 funcionários foram demitidos.

     O valor total da dívida com os trabalhadores é de R$ 8,4 milhões. O acordo prevê o pagamento em entrada de R$ 1,57 milhão e parcelas mensais de R$ 350 mil. Para a entrada, a Fundação utilizará R$ 1,57 milhão que tem a receber do Estado do Rio Grande do Sul pelos atendimentos de Média e Alta Complexidade (MAC).

     Pelo Governo do RS participaram os procuradores do Estado Andreia Über Espiñosa e Eduardo Kruter, além da diretora administrativa da Secretaria Estadual da Saúde, Lisiane Rodrigues Alves.

     Para ler a ata na íntegra, clique aqui.

Tags: 2024, Julho

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