MPT participa de evento de conscientização contra o racismo no esporte para jovens de categorias de base

Encontro realizado na sede da FGF reuniu atletas e coordenadores das categorias de base dos clubes na Liga de Desenvolvimento 2025

O Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul participou, na segunda-feira, do evento de Letramento Básico Antirracista para atletas e coordenadores das categorias de base masculinas e femininas dos clubes que estão disputando a Liga de Desenvolvimento 2025. O encontro, realizado na sede da Federação Gaúcha de Futebol (FGF) tem o objetivo de conscientizar as jogadoras e jogadores da importância do combate ao racismo no esporte. O curso foi organizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em parceria com o MPT, a FGF, o Observatório Racial no Futebol e a ONG Odabá – Associação de Afroempreendedorismo.

Durante o encontro, atletas, membros de comissões técnicas e coordenadores de categorias de base femininas e masculinas assistiram apresentações, vídeos e participaram de dinâmicas sobre temas como racismo estrutural, história, sociologia e desempenho esportivo. O MPT-RS foi representado pelo procurador do Trabalho Bernardo Mata Schuch.

“É papel do MPT esclarecer o tema da discriminação racial e acreditamos no ambiente esportivo como instrumento civilizatório capaz de criar uma nova cultura, baseada no antirracismo e na efetividade das punições em todas as esferas possíveis”, explicou o procurador.

Bernardo Mata Schuch foi um dos colaboradores da edição da 79 do projeto MPT em Quadrinhos, publicada no ano passado, no Mês da Consciência Negra. A edição especial Antirracismo Futebol Clube narra a história de um pai e um filho que, após testemunharem ofensas raciais durante uma partida de futebol, discutem os impactos do racismo no ambiente esportivo e a luta contra o preconceito nos estádios.

A série MPT em Quadrinhos é uma iniciativa do MPT que utiliza histórias em quadrinhos para tratar de questões relevantes da sociedade, facilitando o acesso à informação e promovendo a conscientização sobre problemas que fazem parte do cotidiano, como o racismo.

A revista, bem como outros exemplares da série, está disponível para leitura gratuita no site oficial do MPT em Quadrinhos (clique aqui), proporcionando um recurso valioso para educadores, atletas, torcedores e a sociedade em geral na luta pela erradicação do racismo no esporte e na vida cotidiana. A impressão e distribuição é livre, permitindo a qualquer entidade interessada, incluindo clubes esportivos, a possibilidade de usar o material como ferramenta didática.

Novas gerações

O evento teve ainda a participação do secretário-geral da FGF, Mauro Rocha, doi diretor financeiro Marcelo Ducati, e do diretor de segurança e ouvidor geral de competições Rogério Stumpf Pereira Junior. Pela Odabá participou a socióloga e coordenadora do projeto Protocolo Zero: Fim de Jogo para o Racismo, Nina Fola. Ela salientou a relevância de debater o tema com os jovens atletas.

– Trazer a conscientização sobre este tema desde o momento da formação é importante, pois desde cedo eles precisam aprender sobre a necessidade de combater o racismo. Fico muito feliz de poder conversar com estes adolescentes, pois eles vão levar a nossa mensagem adiante e nos ajudar a construir uma sociedade mais inclusiva e diversa – comentou Nina.

O Protocolo Zero é uma parceria da FGF com a Odabá, lançado em 2023 com o objetivo de combater o racismo no futebol. O programa compila e registra episódios de racismo nos estádios em todos os campeonatos organizados pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF) e promove iniciativas de combate à discriminação racial, seja por meio de punições, seja por por meio da fiscalização, punição e, mais importante, processos diretos de conscientização e educação junto a torcidas de todo o Estado.

Também esteve presente o diretor-executivo do Observatório Racial no Futebol, Marcelo Carvalho, que ressaltou a importância da conscientização da nova geração e do espaço disponibilizado pelas federações e clubes para falar sobre o combate ao racismo.

“Este trabalho é de suma importância, pois estamos formando uma nova geração. Se pensarmos nas jogadoras e jogadores que denunciam e falam sobre racismo, são atletas da nova geração. Então, precisamos trabalhar muito na conscientização e na educação desses jovens – afirmou Carvalho.

Texto elaborado com informações de Leonardo Fister – Comunicação/FGF



 

 

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