MPT lança nesta quarta campanha em apoio a pessoas com deficiência e reabilitadas
Objetivo é contribuir para a geração de oportunidades em ambientes vitais da sociedade, como o mercado de trabalho
O Ministério Público do Trabalho (MPT) lança nesta quarta-feira (9/7), a partir das 14h, a campanha “Diferenças que Somam”, que busca promover igualdade de condições, exercício dos direitos e liberdades fundamentais, inclusão social e cidadania a pessoas com deficiência (PCDs) e reabilitados. O evento será realizado no Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, em Vitória (ES), e pode ser assistido no canal PCD Legal.
A campanha tem como personagens principais pessoas com deficiência e reabilitadas. Cada um deles conta a sua história de vida nas peças, com a finalidade de chamar a atenção para essa parcela significativa da sociedade brasileira.
O MPT visa contribuir para a conquista de oportunidades em ambientes vitais da sociedade, como no mercado de trabalho, na educação e nas ações políticas, áreas que se mostram essenciais para a inclusão das PCDs e a eliminação do capacitismo. Nesse aspecto, o MPT atua tanto de forma repressiva, ou seja, investigando as denúncias de descumprimento da cota legal, ausência de acessibilidade e discriminação, quanto de forma promocional, com ações de conscientização social.
Entidades, empresas privadas e organizações podem aderir e dar publicidade ao movimento através de termo de adesão, disponível no site diferencasquesomam.com.br.
PCDs no mercado de trabalho
Um levantamento recente, realizado em 2024 pela consultoria Coexistir, mostrou que a realidade desse público é marcada pela falta de oportunidades: 52% dos entrevistados estavam desempregados, enquanto 41% mantinham algum tipo de ocupação como: funcionários de empresas privadas, autônomos, funcionários públicos, ou microempreendedores individuais (MEI). O setor de Comércio foi o maior empregador (29%), seguido por Serviços (25%) e Indústria (8%).
A pesquisa apontou ainda que os profissionais com deficiência encontravam obstáculos no ambiente corporativo: 64% nunca foram promovidos e 63% relataram ter sofrido discriminação no trabalho. A maioria deles ocupava cargos operacionais ou administrativos, e 47% recebiam até um salário mínimo.
Por outro lado, o levantamento destacou que, entre os que estavam empregados, 79% conheciam a Lei de Cotas. Inclusive, a maioria (58%) ingressou em suas empresas atuais por meio dessa legislação. Adaptações no ambiente de trabalho para atender às necessidades foram realizadas em 58% dos casos, e 70% participam de atividades de desenvolvimento oferecidas pelas empresas.
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